Reflexões sobre novos destinos e o caos da vida

A Sincronia do Universo: Reflexões sobre novos destinos e o caos da vida

Existe uma sincronia no universo, que faz com que tudo se encaixe. Algumas pessoas chamam de destino, mas existem inúmeras outras nomenclaturas para esse evento, eu gosto de chamar de "KA" (como boa Kingnática que sou), a verdade é que, independente do nome essa força está lá a todo momento, ela nos inclina pelo tempo, nos empurra por lugares escuros e as vezes por lugares lindos, não sabemos as vezes exatamente como vai ser, mas sabemos que é parte de um todo, e como não somos seres oniscientes, conseguimos enxergar apenas em partes, podemos olhar pra trás e ver o pedaço do todo que se formou até ali, mas se olharmos pra frente será um mero vazio.

O controle pessoal e a ilusão de dominar o futuro

Talvez isso assuste, talvez te alegre, mas a verdade é que não tem como lidar com isso do jeito "certo", apenas seguir e se o caminho será lindo ou tortuoso, eu realmente acredito que não é uma escolha minha, afinal, se fosse eu escolheria o lindo né? A questão é que sim, devemos tentar escolher conforme nossas possibilidades, mas o segredo não acredito ser o caminho e sim quem você será pelo caminho. Eu sei que parece estranho, mas pensa comigo, as situações não nomeiam quem você é, o que faz isso, são os seus valores, o olhar com o qual você olha para o que aconteceu, aquele clichê sim, do copo d'agua, que depende como você o vê, muda tudo, mas é real, a maneira como você encara as coisas muda o ritmo com que tudo flui, talvez não no sentido de mudar como o futuro será, mas no sentido de como será aguentar o futuro do jeito que ele será, porque pensa comigo, se você não tem controle de todos os eventos, apenas sobre como se sente sobre eles, a sua ansiedade abranda, afinal a ansiedade é uma eterna e culpada cobrança, dizendo que você toma decisões ruins, mas e se os eventos catastróficos não são culpa sua, eles estariam ali independente de qualquer coisa, porque se culpar? De que adianta ficar sofrendo tentando acertar as escolhas, se elas não são suas? O emprego que você não passou no seletivo, talvez não seja porque você foi mal na entrevista, as vezes tinha alguém que se encaixava melhor, isso não quer dizer que você não tem capacidade de encontra um bom emprego, apenas que você deve tentar mais vezes. Percebe que isso pode impactar na sua vida, mas que não é da sua alçada?

Evoluindo com as curvas e voltas do caminho

Se a gente leva isso pra vida, temos um alívio em todos os setores, porque deixamos pra trás um fardo pesadíssimo. Obviamente, isso não quer dizer que você não deva se preocupar com a maneira como vive, até porque você é dono daquilo que depende de você, se o emprego não rolou e você quiser que o próximo dê certo, pode se preparar melhor, estudar mais, criar um currículo mais atrativo, avaliar o que pode ter feito na entrevista que não demonstrou seu potencial, melhorar aquilo que está na sua custódia, talvez essas coisas mesmo assim não funcionem, mas você foi uma versão melhor que a última e seguindo assim, vai sempre ter um "algo a mais" e isso talvez seja o objetivo do jogo, talvez o que falhou foi pra te moldar, pra te preparar para aquele emprego perfeito, aquele lugar onde você deveria estar, mas a vida só te fez dar voltas até você se alinhar.

E aí ficam algumas questões:

  • Será que, a vida te cria "novos destinos", pra te ajudar a alinhar com o principal? 
  • Será que, o destino final dessa construção, chega mais rápido se você se adequar mais rápido? 
  • Será que, no fim o seu controle é sobre as conexões que você faz ao longo da viagem, rumo ao destino final e o ritmo com o qual você faz essas conexões, define em que momento da sua linha do tempo você vai chegar?

Pensando sobre isso, talvez a mudança que faz o jogo virar a seu favor, seja apenas um movimento interno que transforma você aos poucos, com hábitos, valores, preparo e foco em sempre ser um pouco melhor a cada dia, assim você evolui de forma consciente e entende que o controle é uma ferramenta pessoal e não ambiental.

Aqui sentada escrevendo isso, eu penso, que estou há mais de uma semana procrastinando esse texto, o nome e a capa estão prontas há quase um ano, mas eu não queria escrever porque não me vinha nada, mas eu sou uma pessoa diferente de quem eu era quando criei essa capa e nomeei esse texto, também não sou a mesma de uma semana atrás, quando percebi que tinha que escrever algo com isso, só que no fim saiu algo, talvez totalmente diferente do que eu imaginei quando criei essa arte, ou quando eu pensei em escrever, talvez e só talvez, esse tenha sido o texto certo, o texto que eu DEVERIA escrever, o texto que nos últimos 8 anos é o mais sincero que eu já escrevi, aquele que fala comigo, aquele que mostra uma parte de algo que eu meio que já sabia, mas que só agora eu consegui condensar.

O tema é VIAGEM, então, boa viagem e aproveite os portos e aeroportos, nos "NOVOS DESTINOS"  que a vida te dará pra te preparar para a sua chegada ao destino final!









 

 

Caminhar Sem Rumo: Como encontrar o seu farol nos momentos obscuros

A vida é uma grande jornada, um emaranhado de caminhos, alguns que seguimos, outros que deixamos, um monte de escolhas, tentativas, erros e acertos.
Ao longo dessa jornada aprendemos e entendemos muita coisa, mas a verdade é que a jornada é individual, nossos caminhos, vão agregando nossas vidas, mas as vezes quem olha de fora, fica tentando adivinhar o nosso mapa, prever a nossa rota e por vezes nos julgam perdidos, como se a gente não fizesse ideia de pra onde está realmente indo. A verdade no entanto é bem simples, nem sempre sabemos realmente para onde vamos, só que muitas vezes sabemos e o caminho que escolhemos pra chegar lá só não foi mapeado ainda, por isso ninguém vê!  

O direito de estar perdido em sua própria jornada

Não há nada de errado em estar caminhando sem rumo, em estar num momento obscuro que não se sabe bem para qual direção devemos virar, mas isso não quer dizer que estamos perdidos, há coisas na vida que são como faróis, podemos não saber a estrada, mas conseguimos ver ao longe o lugar.
O que eu sugiro, para quem está caminhando de forma incerta ainda, vendo tantas pessoas ao redor dizendo que você está perdido é que você compreenda que, nem sempre vão te entender, nem sempre vão ver o que você enxerga, mas essa jornada é só sua, ela diz respeito a você, sendo assim, ninguém vai saber exatamente o seu destino, nem o seu método, não é da conta de ninguém, por isso, nunca deixe que o burburinho te desestabilize, não permita que ditem o que é certo para você, não deixe que te tirem a capacidade de ir, sejá lá pra onde for, só vai!

Escolhendo a sua própria direção e protegendo seu tempo

Agora um pequeno conselho: Se você ainda não decidiu bem o seu destino, pare e avalie para onde está realmente indo, porque talvez lá na frente você descubra que está longe demais e pode ter realmente perdido tempo precioso, perdido em um lugar que talvez alguém tenha dado a direção, baseado nas próprias experiências pessoais, por isso, escolha, mesmo se for fora da curva, mesmo se não fizer sentido, defina seu destino, se for preciso perca-se, porque assim, sempre que precisar, pode procurar o seu farol!

 




O peso de sobreviver aos ciclos difíceis da vida

A vida é feita de momentos, fases e ciclos, as vezes alguns duram mais que outros, as vezes menos e alguns são tenazes e intermináveis e são esses que mais nos consomem.

De um ciclo assim me veio uma depressão, tirou de mim toda a vontade, de tudo, deixando a vida um vazio, uma dor e um eterno suportar, SOBREVIVER, não se deixar esvaziar por completo, aguentar o mais firme que der, se agarrar nas raízes que me seguram aqui e esperar, como se espera uma tempestade passar, sem saber como nem quando.

Ainda espero aqui, enquanto escrevo, não sei quando será, mas espero de verdade que seja logo, porque está ficando penoso aguentar. Eu espero o momento de reviver, de sentir que a vida é de fato interessante, de poder voltar a fazer planos, sentir que posso sonhar com coisas, com um futuro, que posso me permitir REVIVER, logo eu que sou uma pessoa  tão divertida, engraçada, alguém que gosta tanto de acolher, de ajudar, de sorrir, que tem pés de galinha nos olhos de tanto rir genuinamente das coisas (inclusive das ruins), comecei a ver a rugas chegando, eu sofri e a dor colocou marcas no meu rosto, pela primeira vez na vida, pareço próxima da minha idade e isso, confesso, me abalou, porque apesar de amar envelhecer, eu não quero vincar em mim as marcas de expressão do choro, da dor, dos medos, quero envelhecer com marcas de VIDA e não de uma depressão, que quer me levar.

Quando a mente esconde a nossa própria luz

Tem dias que eu finjo, em outros eu fujo, me escondo atrás dos meus livros, da TV pra não pensar a respeito, do quanto eu me sinto despedaçada, do quanto estou exausta, do quanto eu me sinto longe de realizar coisas significativas. Eu de verdade, não desejo a ninguém cair em depressão, nesse fosso escuro, no qual me encontro e no qual não consigo ver nenhuma luz.


Olhando para trás: o orgulho de ser uma lutadora

Não foi fácil a minha jornada até aqui, em retrocesso eu me enxergo como uma lutadora, desde sempre, quando eu consigo me sentir um pouco fora dessa neblina, que me turva tudo, consigo até me orgulhar, conquistei coisas inimagináveis, coisas que nunca acreditei que teria, que por anos acreditei que sequer merecia e sei que muitas ainda virão, ainda vou ver a vida brilhar, espero, que a neblina se dissipe logo, porque é sombrio aqui onde eu estou, um lugar triste, em que meu próprio cérebro isola tudo de bom, mas eu sei, que a minha mente, mente pra mim, que eu não posso confiar na minha percepção do mundo, porque ela é filtrada pela depressão, tal qual as sombras escuras que parecem monstros.

Eu vou REVIVER, vou sorrir e a neblina vai se atenuar, eu só não sei quando, mas vou, porque estou lutando por algo que vale a pena, a minha vida, a minha família e tudo que ainda me espera nos próximos 36 anos, em alguns meses, sopro minhas velas e mais 1 ano me será concedido, meu presente será este, estarei aqui, com ar nos pulmões pra soprar minhas velas e uma fé injustificada, que tudo vai passar.

 


O Medo de Dar Certo: Por que não devemos ter medo de sonhar alto?

Sonhar é transpor os limites da sua realidade.

O mundo odeia sonhos, as pessoas frustradas querem que o mundo seja um bando de frustrados, para justificar suas dores, sempre vão tentar tolher seus sonhos, muitas vezes desde o berço, tentarão te trazer pra realidade e dirão que ali é seu lugar, vão dizer que quem muito sonha não faz e que você nem conseguiria mesmo...

O desconforto necessário para crescer e evoluir

A verdade é que sonhar não é ruim, visualizar coisas melhores, acreditar e ter esperanças não tem nada demais, o problema é que nos ensinam que sonhos grandes são impossíveis e não são, o que determina a sua taxa de sucesso é o quanto você está disposto a tentar.

Eu sei, tem coisas que simplesmente não dá pra tentar, você não tem margem, a sua realidade não sustenta e o erro pode ser a ruína, mas e quando você pode, o que te impede? O medo né? 

Não tenha medo de sonhar, nem de tentar, nem de dar certo, eu não sei você, mas eu já desisti das coisas, por medo de dar certo e eu não saber como lidar. É normal ter medo de sair de onde está, pode ser um ótimo mecanismo de defesa para frustrações, mas você não sai do lugar se sentindo confortável, crescer é desconfortável, já viram um bebê? Depende dos pais pra quase tudo, quanto testa coisas novas é super desajeitado, mas evolui, cresce, amadurece, testa e sonha sem limites, olha pra um brinquedo no comercial e não mensura, que custa caro e eu nunca vai ter, mas que apenas quer e pede pra todo mundo, muitas vezes até ganha.

Disciplina e foco: o caminho para realizar seus sonhos

Sonhar é um bem de todos, realizar é um processo que envolve, crer, ter disciplina, foco e muito trabalho duro.

Então quando te disserem para parar de sonhar, não se ofenda, provavelmente essa pessoa nunca tentou realizar nada.




O Salto de Fé no Amor: Por que amar vale a pena apesar dos riscos?

Não decida que quer amar e ser amado, se não estiver disposto a se machucar.

Amar é salto de fé, você confia e pode ser imensamente feliz, ou pode sofrer e ter seu coração despedaçado.

A questão é que você só tem resultados naquilo que tentar, sem tentativa não tem erro, mas também não tem acerto, concorda? Quem muito se protege das coisas ruins, não consegue coisas boas também, pela mesma porta que entram as tristezas, também entram as alegrias, se estiver fechada você estará seguro, mas será que vale a pena?

Aceitando a vulnerabilidade e os fracassos afetivos

Eu aprendi na vida que sem risco, não tem como evoluir, você vai visitar lugares escuros as vezes, vai doer amar alguém, vai ser penoso e em muitos casos até mesmo desastroso, mas só vai dar certo se você estiver disposto a correr os riscos, a testar a sorte, a estar aberto ao fracasso.

A realidade de um casamento real longe dos contos de fadas

Eu tomei a decisão de me casar com o meu melhor amigo, eu não tinha muito o que esperar, eu não tinha muito no que apostar, mas após um retiro de 5 dias e madrugadas inteiras com os olhos abertos, em uma barraca de acampamento, após uma experiência anterior fracassada (namoramos anos antes e não rolou), eu decidi que ia lutar uma guerra e viver esse amor e eu lutei, e faz quase 10 anos que eu vivo um casamento, as vezes maravilhoso, as vezes desafiador, mas todo dia acreditando em nós, na família que construímos e no amor que nasceu há mais de 20 anos, na primeira pessoa por quem eu me apaixonei, no cara que ninguém apostaria, fui lá e aceitei e eu não me arrependo, nem quero desistir.

Não é um conto de fadas amar, você vai bater de frente com muros o tempo todo, vocês não vão ter sintonia infinita, vão decepcionar um ao outro, mas se você souber aguentar as tempestades, terá com quem se enrolar numa coberta e tomar um café, enquanto vê TV e olha o mundo pela janela do seu lar, sabendo que vai ter com quem envelhecer e isso vai valer cada tempestade.

E não... não é só de amor romântico que eu falo, eu sou mãe e esses espinhos estão lá também, o tempo todo, machucam, você sente um caos a sua volta, mas se agarra a amar aquele serzinho e isso, por algum motivo, sabiamente, é o suficiente, pra fazer valer a pena.

Então ame e não deixe nada dissuadir você de amar alguém, se quebrar a cara, paciência, não é todo mundo que vale a pena amar, mas isso não é culpa sua, isso é espinho do outro, não deixe que a dor que te infligiram, defina o quanto VOCÊ é capaz de amar. Afinal não podemos deixar de colher as rosas, só porque elas tem espinhos.




 


Bagagem Emocional: Como praticar o desapego e limpar as tralhas da vida


O que você vive e aprende, anda com você. Ao longo de toda nossa vida, vamos acumulando coisas, vivendo e guardando as coisas na nossa bagagem, mas já parou para olhar o que tem lá? Já se pegou avaliando o tanto de tralhas que carregamos por aí?

Tudo que vivemos gera um souvenir, uma pequena lembrança para o futuro, mas nem tudo precisamos guardar, tem coisas que faziam sentido guardar no momento, mas ai evoluímos e não faz mais sentido levar, como roupas que não nos cabem mais, só estamos tão apegados que não queremos nos desfazer.

O excesso de peso que carregamos por puro apego

Levar esse monte de coisas pra todo lado cansa, gera estresse e muita dor de cabeça, tem coisas que temos que explicar na alfândega, que nem sabemos mais o que é ou porque está lá, tem coisas que nos geram vergonha, outras que desmerecem a nossa maturidade, igual aquele e-mail constrangedor, que você tinha na adolescência e fica estranho passar pro novo chefe, no emprego novo.

Tem horas que essa bagagem toda, dá excesso de peso e temos que pagar um preço, por sermos tão acumuladores. A pergunta é: Para que serve levar tudo isso? 

O processo libertador de abrir espaço para o novo


Vamos fazer um trato? Eu vou agora mesmo, revirar a minha bagagem e me desfazer de tudo aquilo que não é mais útil pra mim e você faz  isso também, chega de arrastar essas coisas por aí, de passar perrengue tentando encaixar uma mala enorme em espaços que ela não cabe, só pelo apego das inúmeras fases que  a gente viveu, a regra é clara, se não me representa mais, vai pro lixo.

Eu prometo, esse processo pode até ser cansativo e desgastante, mas vai valer a pena, você verá com muito mais clareza as coisas a sua volta e isso vai ser libertador, vai entender que o normal não é o caos e sim a organização, vai saber se respeitar mais, se ouvir mais e se sentirá muito mais leve.

Confia em mim, pra onde você vai não precisa levar tudo isso, mesmo porque, quando chegar lá, vai precisar de espaço pra guardar as coisas novas que você vai adquirir. 

  Por que eu sou Professor


O Processo Criativo de Roberto Gullier: Exercícios e segredos da escrita

Parei em frente a porta, respirei fundo e entrei, vários jovens rostos me olharam curiosos. Era o primeiro dia do semestre, minha chance de cativar as jovens mentes, que estavam ali em minha frente. 

O método prático para destravar a criatividade no papel

Me apresento a eles, Roberto Gullier, 48 anos, solteiro, sem filhos e professor de escrita criativa por afinidade, eles riem e eu continuo explicando a dinâmica desta primeira aula, cada um deve se apresentar de forma criativa, exemplifico dizendo que podem cantar, fazer teatro, plantar bananeira ou qualquer coisa nada convencional que lhes vier a mente, eles me encaram incrédulos, digo a eles que podem se oferecer, mas que todos deverão se apresentar, caso demorem começarei a chamá-los por ordem aleatória da chamada e eles arregalam os olhos, ainda mais incrédulos, enquanto eu escondo a boca com a mão abafando um sorriso.
O primeiro a se apresentar é um garoto franzino, tem cerca de 1,65 de altura, cabelos castanhos, usa óculos de grau, aparentemente alto, moletom com várias referências de games, jeans surrado e tênis, ele se apresenta como personagem de RPG online  e eu fico contente, porque essa é nova pra mim.
O segundo a se apresentar é outro rapaz, ele escreve no quadro imitando um professor severo e eu dou risada, é um daqueles rapazes populares e divertidos, que fazem sucesso por sua espirituosidade. 
A terceira a se apresentar é uma garota, ela usa charadas de referência e faz com que os demais interajam, respondendo as perguntas e descobrindo seu nome e demais informações por enigma. 
E assim, um a um vai se apresentando. Quando o último se apresenta, eu me levanto e bato palmas, agradeço a colaboração de todos e digo que fiquei impressionado com a criatividade deles.
Começo então a mencionar a forma como vamos trabalhar, minha disciplina envolve criatividade, sendo assim a maioria das atividades será de improvisação, darei temas e eles terão de desenvolver textos com estes temas, confesso que tenho ideias loucas para os temas, que eles devem vir as aulas de mente aberta e desprovidos de padrões, porque não vou facilitar para ninguém. 
Eles ficam com aquelas expressões penalizadas, entre o medo do que virá e excitação de poder criar sem limites.

Encontrando a sua própria voz através da literatura

A aula finalmente termina e os alunos se vão, arrumo minhas coisas e vou para casa, pensar nas propostas da próxima aula.
Uma breve introdução, sobre quem sou e o que faço, acho que ficou bastante claro na verdade, mas quero aqui explicar alguns dos meus motivos, para ser quem sou.
Meu nome, como disse, é Roberto, tenho 48 anos, sou formado em jornalismo e letras, tenho várias especializações e um mestrado em literatura. Comecei a me interessar por escrita criativa quando era universitário de jornalismo, a matéria surgiu e eu fiquei fascinado em trabalhar com improvisação, desde então comecei a me especializar e hoje, sou professor bem cotado, com uma bagagem que faz de mim muito qualificado.
Decidi seguir carreira acadêmica, por amar a sala de aula, sou apaixonado pelas jovens mentes prontas a serem moldadas, gosto de estimular eles a pensarem fora da caixa.
Meus exercícios, são os mais loucos e bizarros possíveis, às vezes coloco uma imagem no slide e peço que escrevam qualquer coisa sobre ela, um texto, conto ou poesia. Às vezes, pego um dicionário, passo de carteira em carteira, pedindo que me falem uma letra qualquer, então escolho uma palavra aleatória e peço que escrevam algo sobre ela, muitas vezes eles sequer sabem o significado, então digo apenas "não importa escreva com o significado que quiser, mas não olhe na internet o significado real". Às vezes, levo vários panfletos de lojas e supermercados, então escolho uma oferta e peço que escrevam algo sobre ela.
São tantas as opções de escrita criativa, as possibilidades são infinitas e o melhor, os alunos não costumam entregar coisas muito próximas. 
Dou nota por critérios, ortografia e concordância valem cerca de 20% da nota, controle e desenvolvimento das ideias de forma satisfatória, rendem mais 20% da nota e os demais 60%, são de criatividade e originalidade, costumo deixar claro, que quanto mais genérica a ideia, menor será a nota, por exemplo: Peço um texto sobre uma lata de milho, o mais comum, é falar que ela será usada em um jantar importante e o foco se perde, indo para pessoas, que estão utilizando o objeto de criação (a lata de milho), então essas pessoas levam notas mais baixas, em detrimento daqueles que contam a história do milho ou, até mesmo, da lata.
O mais divertido no meu trabalho, é ler as mentes que me cercam, algumas possuem travas severas e simplesmente, não conseguem produzir coisas muito inovadoras nas primeiras atividades, outras, são extremamente loucas e apresentam níveis de criatividade incríveis, entregando materiais extraordinários, há aqueles que desenvolvem ideias simples de modo organizado e limpo, trazendo textos de muita qualidade, enquanto outros, apresentam ideias muito interessantes, mas que não conseguem desenvolver de forma satisfatória, outros, simplesmente tem ideias inovadoras e as desenvolvem lindamente. 
Porém, o que eu mais amo em lecionar é muito simples, eu chego no primeiro dia de aula e faço minha apresentação especial, faço inúmeras anotações em meu caderno, com os nomes dos alunos e suas capacidades de se expressarem, então eu crio um mapa mental de como desenvolver cada um deles, tento ao longo do semestre usar essas breves anotações, para lapidar os meus alunos, por mais que deseje que meus escritores saiam da minha aula mais criativos, não posso pedir para o garoto dos games, escrever sobre roupas de grife ou algo assim, obviamente, manipularei algumas atividades, em favor das capacidades de cada um. 
Acredito que, não há limitações para nossa capacidade, mas que devemos sempre estimular as afinidades, as pessoas quando escrevem gostam de ter empatia com aquilo que estão desenvolvendo, poucas são as pessoas que, por exemplo, nunca tiveram filhos e poderão criar um relato realmente visceral, sobre esta experiência. É possível, com toda certeza, conheço pessoas que fazem esse tipo de coisa, pessoas que não vivem as coisas que escrevem, mas possuem tamanha criatividade, que podem enganar qualquer leitor, ao ponto de ele se confundir sobre a veracidade de um relato, por exemplo, mas a maioria das pessoas, começa por afinidade e por isso, eu costumo tentar ajudar meus alunos, a desbloquearem suas mentes, a partir de coisas mais simples e ir dificultando aos poucos.
No fim do semestre, nas últimas aulas, eu faço uma brincadeira, entrego uns aos outros seu primeiro e último texto e peço que percebam como os colegas evoluíram em sua escrita, mesmo os mais conservadores, acabam produzindo coisas mais ousadas ao longo das aulas e isso, é o melhor pagamento, e é por isso, que pretendo permanecer até a velhice como professor.

Atenciosamente
Roberto Gullier

 


A Diferença Entre Fé e Acreditar: Uma parábola sobre recomeços

A primeira premissa que devemos ter na vida é a seguinte, você precisa enxergar a si mesmo como você é, a sua edificação é em grupo, mas a sua salvação é individual, resumindo você precisa muito das pessoas a sua volta, mas você é responsável por suas próprias decisões.

Temos que ter em mente, como nos posicionamos diante das coisas. As vezes temos alguns medos e receios que não nos deixam seguir em frente, nos enfiamos no poço das depreciações e depressões e acabamos ficando lá, tanto tempo, que esquecemos de voltar a tona, como uma história meio boba de uma pessoa que morreu afogada em meio cm de água, porque estava com demasiada preguiça de tirar o rosto dessa quantidade mínima de água. Muitas vezes, somos assim, nos afogamos na poça, as vezes enxergamos as coisas de modo errado quando na verdade nem é.

Rompendo as barreiras do "e se" e da negatividade

Temos a mania do “ e se” e se eu me arrepender? E se eu me machucar? E se eu errar? E se eu não for feliz? E tantos outros e se que falamos ao longo da vida, a negatividade de acreditar que tudo que é bom dura pouco, e que você não pode nem aproveitar pra não se decepcionar. Pensa um pouco, em todas as coisas que você perdeu fazer só por causa do “e se” quantas barreiras você já colocou, quanto você já se limitou só por causa dessa pequena expressão? Qual o “e se” que você mais repete? 

Uma parábola (essa pequena parábola é de minha autoria) 

Um dia perguntaram para um homem versado, um grande professor com as melhores especializações, dando aula em uma das melhores universidades do mundo, o que era a fé, ele fez toda uma pesquisa, buscou fatos explicativos, montou uma apresentação digna de um congresso internacional, para explicar, em termos extremamente complexos, o que era a fé. Todos os presentes ficaram impressionados com as palavras do professor, mas na plateia havia um homem, muito humilde que se levantou e disse “Senhor me desculpe, mas eu não consegui encontrar a fé em suas palavras”.
O professor ficou indignado e disse “O senhor está louco? Eu expliquei exatamente o que é a fé!” e o homem respondeu “O senhor que está louco, falou muitas coisas interessantes, mas não falou o que realmente é fé” O professor bastante alterado disse para o homem “Então se eu não disse o que é fé por que não sobe aqui e diz o que sabe?” O homem então se levantou e foi, até onde o professor estava, pegou o seu microfone e começou a falar.
“A fé nada mais é do que acreditar, sempre acreditar. É fé quando você espera o impossível, é fé quando uma mãe sabe que pode não conseguir segurar seu filho nos braços por alguma complicação na gravidez, é fé quando você olha uma pessoa e enxerga nela grandes coisas que poderá um dia fazer, é fé quando uma criança perde seu animal de estimação e acredita que ele vai para o céu, é fé  quando algo tem todas as chances de dar errado e mesmo assim você vai lá e tenta porque acredita que dará certo. É fé quando você olha nos olhos das pessoas que você ama depois de ter cometido um grande erro com ela,  e ela ainda te ama mesmo assim, é fé quando Deus te vê atolado na lama dos seus pecados e ainda acredita em você.
Você pode ter fé, qualquer um pode, mas é preciso mais que apenas palavras difíceis pare explicar, porque a fé é uma coisa que não se explica, ou se tem ou não se tem,  e mesmo quando você estiver sem a sua fé Deus ainda terá fé em você”
Naquela noite, todos no lugar choraram, vendo um homem humilde derrubar um professor renomado com palavras simplórias, porque há coisas das quais falamos que não é preciso ser pomposo ou cheio de conceitos, há coisas tão simples, que as nossas teorias humanas e falhas não podem explicar.

Acreditar como a atitude que ativa a sua força interna

E é por isso minha gente que o post não se chama  fé e sim acreditar, porque fé é o sentimento que você tem e acreditar é a atitude que te leva até ela, logo meu amigo, para ter fé, você antes de tudo precisa acreditar, e por que não começar por si mesmo?

Pense nisso...


 Sobre amar e odiar

                                      


Há coisas que amamos e há aquelas que odiamos, mas qual será a grande diferença entre elas? Por que amamos o verde e odiamos o amarelo? Por que há coisas que amamos tanto, mas lá no meio tem uma coisinha que nos faz odiar?
As vezes rola aquela loucura, aquela explosão e a gente parte pra um "Chega, desisto", aquelas situações que nos arrastam ao limite, que nos fazem perder a vontade de seguir em frente, que nos faz jogar todo o empenho no lixo, porque simplesmente, o amor vai se perdendo aos poucos. De repente, aquele projeto lindo se torna uma tolice, perde o propósito, são tantos contras, que os pós se tornam contras também.
Sabe quando uma coisa é maravilhosa e de repente, do nada, pequenas coisinhas vão minando, ao ponto daquele sensação de amor, vai se tornando minúscula e você chega naquele patamar de desistir, porque aquilo te faz mais mal que bem?
Voltando ao foco, a diferença entre amor e ódio é tênue, é como se ambos fossem uma coisa só, amar e odiar são próximos, o que uma tem de bom o outro tem de nocivo, são polos de uma coisa só, o bem estar, de um lado o amor te faz feliz, enquanto do outro, o ódio vai estragando toda a experiência.
A respeito do que se deve fazer, quando se sente que amor está virando ódio, o ideal é colocar na balança, ver qual está valendo mais a pena e escolher, se o ódio prevalecer, vai ser ruim pra você, não se deve levar adiante coisas que não fazem nenhum bem, então, em muitos casos o melhor é deixar pra lá, é se desfazer do que faz mal e seguir em frente.
Não deixe o ódio consumir seus sonhos, se perceber que ele irá, recomece, não é feio desistir, feio é insistir e não estar feliz. Sonhe novos sonhos, crie novas metas e deixe as experiências ruins para trás!

 



Olá amigos leitores, mais uma vez estou eu aqui com minhas loucas reflexões sobre a vida e o que ela nos oferece.

Se a vida te der um limão faça uma limonada, essa é a frase mais idealista do mundo, o que ela não implica é que se a vida te der um limão, você terá de acrescentar água e açúcar, senão ninguém vai conseguir tomar uma limonada dessas (eu talvez, amo limão puro e/ou com sal *--*). O que estou tentando dizer é que na vida nada vem de graça, você tem que pagar um preço pelas coisas, sempre é necessário abrir mão de certas coisas por outras novas, a vida é um grande mercado de trocas e você não terá nada se não souber barganhar direito, as vezes pode ser que não dê certo, que você se disponha a negociar e no final fica no prejuízo, mas isso é normal, faz parte, não podemos sempre ganhar senão nos tornaremos pessoas muito mesquinhas, aliás já somos muito mesquinhos e seríamos ainda mais se a vida não nos desse algumas rasteiras as vezes.

Tudo na vida tem um preço, e ele é muito justo se pudermos prestar bem a atenção, as vezes no grande mercado de trocas fazemos negócios lucrativos, as vezes um "mano a mano", onde ninguém ganha nem perde e as vezes fazemos negócios que não são tão lucrativos, mas que podem servir como degraus para negócios melhores no futuro. A realidade é que nesta vida tudo é muito mutante e vivemos num mundo em transição, onde hoje somos algo e amanhã não sabemos mais quem somos, o que parecia certo hoje amanhã pode não fazer mais o menor sentido e que temos que nos habituar com isso ou cairemos no grande abismo da depressão e da covardia, medos são normais, mas não podem nos paralisar, eles tem que ser nosso freio para não sairmos que nem loucos fazendo tolices ao vento, só que medo tem que ter um limite, não podemos ter medo de tentar, medo de errar, medo de viver, temos sim que colocar esses demônios no fundo do baú e seguir em frente, analisando sempre a melhor opção, de cabeça fria e com firmeza.

Temos que ter parcelas moderadas de tudo que há, sermos bons de coração, até o ponto que nos são bons, caso contrário devemos ser mais "insensíveis", não podemos abraçar o mundo, e nossas escolhas sempre vão influenciar outras pessoas e isso não podemos mudar. Precisamos aprender que a grande tacada da vida é ter fé, acreditar naquilo que você acha correto, porque assim você terá mais segurança para agir, mais liberdade de ser quem você é e mais visão de mundo. Temos que aprender também a ter a mente aberta, o mundo gira e não podemos ficar empacados sempre no mesmo lugar, temos que aprender  a girar junto com o mundo, levando em conta sempre as nossas necessidades e escolhas. Amor é importante, mas loucuras de amor nem sempre dão certo, devemos lembrar que a quem devemos agradar primeiro é ao "EU" tanto que é a primeira pessoa do singular, para depois pensar no "NÓS" que é a primeira pessoa do plural e só depois o "TU","ELE" e o resto.
A vida segue seu curso, e é uma grande corredeira, se não nos ajustarmos seremos levados pela correnteza e sabe-se lá onde iremos parar. Algumas frases de efeito me chamam muito a atenção e citarei elas abaixo, são trechos de músicas e textos que li e ouvi e que me marcaram bastante, não as explicarei, vou deixar que entendam por si mesmos seus significados porque interpretação é muito pessoal.


"Amar não é ter sempre certeza"

 Carta de amor - Jota Quest



" Se ganhou suspire, se perdeu aprenda (...)
(...)Você pode até ter medo, mas ande, caminhe, e só não pare, não pare"
Cassino Boulevar - Rosa de Saron 


" É no escuro que se aprende a ver" 

Jamais será tarde Demais - Rosa de Saron

 "Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. (...)Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. (...)Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. (...)Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte." O menestrel - Willian Shakespeare